O caminho inteiro, desde decidir quanto arrecadar até publicar o resultado do sorteio: o que a lei exige, como escolher o prêmio e o preço, como vender quando os conhecidos acabam e como sortear sem deixar dúvida.
Por Equipe Winio Lat · Atualizado em 17/09/2026
Uma rifa online é a mesma rifa de sempre —números, um prêmio, um sorteio— com uma diferença: os números são vendidos por um link, e não por uma cartela de papel. Quem compra abre a página, vê quais números estão livres, reserva os seus e paga por Pix direto para quem organiza.
Isso resolve os problemas que mais desgastam uma rifa de papel: o número vendido duas vezes, a planilha que existe em duas versões e o «já te mandei o Pix» sem comprovante. O resto continua igual. O prêmio, o preço, as autorizações e a confiança dependem de decisões tomadas antes de vender o primeiro número, e este guia segue essa ordem.
São nove passos. Os cinco primeiros se decidem sentado, numa tarde; os quatro últimos ocupam as semanas de venda. Cada um aponta para um guia mais detalhado, quando existe.
Toda rifa começa por um número, e quase nenhuma o escreve. Não é «o que der»: é o custo concreto do que se quer pagar —a formatura, o uniforme do time, a reforma da quadra da igreja— mais o que a própria rifa vai custar.
Essa segunda parte é a que se esquece. O prêmio, mesmo doado, tem um valor que vale anotar. A impressão, se parte da venda for em papel. A ativação da plataforma, se a rifa for grande. Somados, dão a meta real.
Com a meta escrita, a conta se faz ao contrário do costume: não com todos os números vendidos, mas com 70 %. Quase nenhuma rifa vende tudo, e uma meta que só fecha com 100 % é uma rifa que termina com alguém colocando dinheiro do bolso.
No Brasil, a distribuição de prêmios por sorteio está na Lei 5.768/1971, e as autorizações são dadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. A lei prevê a autorização para organizações da sociedade civil que arrecadam recursos para a sua manutenção, com prêmios doados, sorteio com base na Loteria Federal e sem prêmios em dinheiro.
Vale ter três respostas prontas antes de começar: quem organiza (uma organização ou uma pessoa), para que é o dinheiro e o que vai ser sorteado. É com elas que se descobre o que se aplica ao seu caso.
O detalhe, com as normas citadas e o que acontece quando a rifa não tem autorização, está no guia sobre o que a lei exige para fazer uma rifa no Brasil. É orientação geral, não assessoria jurídica: as autorizações são responsabilidade de quem organiza.
O prêmio não precisa ser caro: precisa ser fácil de imaginar. «Uma TV de 50 polegadas» se imagina; «um vale-compras» precisa ser traduzido, e o que precisa ser traduzido não se compra por impulso. Um prêmio concreto e médio quase sempre vende mais que um abstrato e caro.
O tamanho do prêmio acompanha o tamanho da rifa. Numa rifa pequena funcionam um jantar para dois, uma cesta de supermercado ou um kit de churrasco; numa média, uma TV, uma bicicleta ou um celular; numa grande, uma moto ou uma viagem. Vários prêmios pequenos ainda deixam mais ganhadores contando que ganharam, e isso vende a próxima rifa.
Nas rifas de organizações o prêmio costuma ser doado, e se consegue melhor pedindo um produto concreto e oferecendo algo em troca, como o nome do comércio na página da rifa e em cada mensagem. Deixe a doação por escrito: é o que prova de onde veio o prêmio.
A meta dividida pela quantidade de números dá o preço mínimo, mas não o preço. Se você quer arrecadar R$ 5.000 com 500 números, cada um precisa sair R$ 10 e vender tudo, e isso quase nunca acontece. Com 70 % vendido, essa mesma rifa precisa de números de R$ 15, ou de mais números.
Preço e quantidade são uma decisão só. Um número barato —o que alguém gasta sem consultar ninguém— se vende por mensagem para quem não te conhece, e são necessários muitos compradores. Um número caro se vende pessoalmente, para poucos compradores próximos. A maioria das rifas de time, escola ou igreja funciona melhor com a primeira opção.
Mais duas regras. O preço precisa ser redondo, porque é ditado por telefone e digitado no Pix de memória. E a quantidade de números precisa ser a que dá para vender com as pessoas que você tem por perto, mais uma margem: uma rifa de 1.000 números vendida pela metade parece pior que uma de 300 vendida inteira, e arrecada parecido.

Quase toda rifa é sorteada direito. O que falha é o dia seguinte, quando alguém pergunta como o número foi escolhido e a resposta é «sorteamos entre nós». Essa frase basta para que a próxima rifa venda metade. Por isso o método se anuncia antes de vender, não depois.
Há três formas, e cada uma prova uma coisa diferente:
Nos dois casos que dá para conferir —a Loteria Federal e o compromisso publicado antes— o que fica é uma ata pública. Assim fica uma ata de exemplo com o concurso 6099 da Loteria Federal. Os três métodos, com o que fazer sempre e o que estraga tudo, estão em como fazer um sorteio transparente.

Quem recebe o link pelo WhatsApp faz uma única pergunta antes de pagar: se a rifa é de verdade. A página precisa responder isso sem que ninguém tenha que te escrever. O que a pessoa olha, e nesta ordem, está em como comprar um número de uma rifa:
Dois detalhes práticos fazem diferença. O primeiro: o número fica bloqueado quando alguém pede, não quando paga, e a reserva vence sozinha se o pagamento não chegar no prazo que você definir —um ou dois dias é o comum—. O segundo: quem paga envia o comprovante junto do número, e confirmar um pagamento vira olhar um print, e não conferir o extrato do banco na mão.

Uma pessoa vendendo chega até onde vai a sua agenda; dez pessoas, cada uma com uma meta, chegam dez vezes mais longe. Mas vários vendedores é também onde o controle mais quebra, e quase tudo se resolve com três decisões tomadas antes de começar:
O dinheiro em espécie não é um problema —muita rifa de formatura ainda é paga assim—, mas precisa ficar registrado no dia em que muda de mão. Com um teto de quanto cada vendedor pode acumular, o prejuízo possível fica limitado desde o início. E o Pix, de preferência, cai sempre numa única conta: vendedores recebendo nas próprias contas complicam o controle e confundem quem compra.

Quase toda rifa segue a mesma curva. Nos primeiros dias vende sozinha: família, amigos, o grupo do trabalho. Depois vem um platô longo, e no final um pico nos últimos três dias. O platô é onde a maioria das rifas é abandonada, e quase tudo o que funciona mira nele.
A rifa vende porque alguém encaminha a mensagem, não porque você publica. E uma mensagem é encaminhada quando quem manda não fica mal: curta, com o prêmio na primeira linha, o preço, a data do sorteio e o link sozinho na última linha. O passo a passo da venda por mensagem está em como organizar uma rifa pelo WhatsApp.
O que não funciona também se repete: baixar o preço, mandar a mesma mensagem no mesmo grupo três vezes por semana e anunciar que faltam poucos quando não é verdade. Tem mais em como vender mais números de uma rifa.
O sorteio é o momento em que a rifa ganha ou perde a próxima. Antes de sortear, encerre as vendas e publique a lista de números vendidos: se o número ganhador não estava vendido, alguém vai perceber no mesmo dia.
Sorteie na data prometida, com o método que você anunciou, e publique o número ganhador onde a rifa foi vendida, não só numa mensagem no privado para o ganhador. Avise no telefone que ele deixou e combine a entrega com data.
Depois, feche as contas: o arrecadado, o que cada vendedor repassou e o que foi pago com esse dinheiro. Quem comprou quer saber que o dinheiro chegou aonde a rifa dizia; uma foto da entrega ou o comprovante do que foi pago é o que torna possível a próxima.
Quem compra precisa se cadastrar ou instalar alguma coisa? Não. Abre o link, escolhe os números, deixa nome e telefone e envia o comprovante do Pix. A conta é para quem organiza, não para quem compra.
O que acontece se alguém reserva um número e não paga? A reserva vence e o número volta a ficar livre. Reservar não é comprar, e não fica nenhuma dívida.
Dá para vender online e em papel ao mesmo tempo? Sim. O importante é que os números das cartelas fiquem reservados na rifa online, para ninguém vender o mesmo número duas vezes.
Vale adiar a data se não vendeu tudo? Quase nunca. Quem já comprou sente que mudaram as regras, e quem não comprou também não compra com mais tempo. É melhor sortear com o que foi vendido e fazer a próxima rifa menor.
Usar a Loteria Federal deixa a rifa legal? Não. O sorteio pela Loteria Federal é uma das condições da autorização, mas não a substitui. O detalhe está no guia sobre o que a lei exige.
Tudo o que está acima vale com qualquer ferramenta, ou com uma planilha. A Winio resolve a parte prática dos passos 5 a 9, como a gráfica que imprime os bilhetes: a página da rifa com a grade de números, as reservas que vencem sozinhas, o comprovante do Pix junto de cada número, um link por vendedor e o sorteio pela Loteria Federal ou com compromisso publicado antes de vender, com a sua ata pública. Quem organiza decide como fazer a rifa e responde por ela.
O dinheiro vai direto para a sua chave Pix e não há comissão sobre o que você vende: a primeira rifa de até 100 números é grátis, e as maiores se pagam uma única vez, conforme o tamanho, como mostram os preços. Para montar a sua lá, o manual para criar uma rifa na Winio segue estes mesmos passos, tela por tela.
Como criar sua rifa na Winio, passo a passo — O manual, tela por tela, na ordem em que as coisas precisam ser feitas.
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